O seu Guia-Intérprete Filipe Alves foi honrosamente entrevistado por Cátia Garcia d`A Teia da Gu

A reconhecida e conceituada Guia-Intérprete Nacional Cátia Garcia, autora de "A Teia da Guia": um dos projectos de divulgação mais inovadores e de maior sucesso a nível nacional e internacional sobre a nossa profissão, realizou uma breve entrevista ao vosso Guia-Intérprete.

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Um grande bem-haja Cátia, foi um prazer ser entrevistado por ti.

ENTREVISTA 01/06/2020

Porque consideras importante contratar um Guia-Intérprete Certificado?

Na minha opinião é cada vez mais importante contratar um Guia-Intérprete Oficial pelo seu profundo background cultural; pela sua sensibilidade em saber como se deve dirigir aos diferentes tipos de público, e pela veracidade das informações que presta. Além disso, um guia é alguém que está receptivo a um diálogo, inclusive a ter a humildade de aprender com o cliente e de aceitar uma crítica construtiva; o guia cuida e preocupa-se com o bem-estar dos seus clientes.

O melhor e o pior desta profissão?

O melhor

Não há nada como a gratidão: um sorriso, um obrigado, uma fotografia, um postal, uma carta... são as pequenas coisas que tornam esta profissão única e nos fazem ter orgulho no que fazemos.

O pior

O desrespeito e a prepotência de alguns clientes. Somos seres humanos e sabemos que não podemos agradar a todos por mais esforços que façamos. Ainda assim, podemos engolir muitos sapos, mas levantamos a cabeça e mantemos o nosso profissionalismo como se nada fosse;

A ligeira dor no peito que sentimos ao ter que dizer adeus a um grupo que foi uma extensão da nossa família. E o mais difícil... Para se ser guia tem de se saber lidar com a solidão durante os meses de inverno, e por vezes abdicar da vida pessoal e de momentos importantes da vida em prol do trabalho.

Onde é que os portugueses deveriam ir para fora cá dentro?

Tenho de confessar que nunca fui à Madeira nem aos Açores (sim que vergonha...), mas em contrapartida conheço profundamente Portugal, mesmo antes de estudar na Eshte. Claro que essa pergunta é relativa... se uma pessoa gosta de praia diria São Martinho do Porto ou Quinta do Lago, se fosse uma escapadinha talvez Marvão e Portagem, mas... para mim Trás-os-Montes transmite-me muita calma, e a pequena aldeia de Rio de Onor é o paraíso e o lugar onde mais cedo ou mais tarde espero poder viver.

Qual a tradição portuguesa que mais toca o teu coração?

Como nasci no Alentejo e tinha lá parte da minha família, todos os Verões ia às festas das aldeias com os meus primos e amigos... comer massa frita (aqui chamam farturas) e assistir às largadas de touros; também haviam bailaricos mas sempre fui pé de chumbo...

Recomenda um museu a descobrir?

Sim, sem pensar duas vezes... O museu do Azulejo. No primeiro ano da Eshte o nosso professor de alemão (e GIN) Filipe Vitorino pelo qual nutro grande admiração, teve uma série de iniciativas culturais e levava-nos a museus e lugares de interesse turístico aos Sábados. A primeira visita foi precisamente ao museu do Azulejo e adorei... apaixonei-me por esse museu ao ponto de ser o primeiro estagiário a fazer visitas guiadas desde a abertura do museu (pelo que me disseram no MNAZ...).

Que livro de um escritor português não deveria faltar numa estante?

Obviamente "O livro do Desassossego" de Fernando Pessoa

Que peça de artesanato português terias em tua casa?

Uma jarra de barro de Bisalhães (Adoro!)

Uma sugestão para que o turismo em Portugal evolua sempre com qualidade.

Eu penso que o único caminho possível para um desenvolvimento de turismo de qualidade, passa por uma melhor articulação entre o Turismo de Portugal, Governo e uma regulação de todas as actividades que lhe estejam afectas.

Danças ao som de que música portuguesa?

Dançar não é comigo, confesso que até gostava e dava jeito nos casamentos e estou na idade deles, mas é mesmo só ouvir... e neste momento não tenho uma verdadeira referência musical nacional.

Em que línguas trabalhas e como podemos reservar um passeio contigo?

Espanhol, Alemão, Inglês e Italiano, ainda aprendi durante vários anos Indonésio mas não consegui introduzir-me no mercado; em contrapartida lido muito com chineses.

Podem contactar-me via e-mail: lisbonlocalguide@gmail.com

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